segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Campanha Hora Marcada

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Direitos e deveres de quem paga Aluguel

Ser inquilino de um imóvel implica estar consciente de seus direitos e deveres, todos advindos do contrato de locação. Os deveres resumem-se basicamente em pagar em dia o aluguel, devolver o imóvel no mesmo estado em que o encontrou, utilizar o imóvel para o fim a que se destina, dar conhecimento ao proprietário dos defeitos ocorridos e que sejam da responsabilidade dele. “Alterar a estrutura interna ou externa do imóvel, só com autorização por escrito do proprietário do imóvel. Em caso de edifício de apartamentos, qualquer alteração na estrutura externa deve seguir as normas internas, a convenção coletiva e o regimento interno”, orienta a advogada Mônica Castro. O tomador do bem (locatário), no caso de corte de uma árvore no interior do imóvel, só pode fazê-lo com o consentimento do proprietário e autorização da Administração Regional e da Novacap. “As solicitações devem ser, primeiramente, discutidas com a Administração Regional, quando for o caso, e encaminhadas pelo telefone 156, do sistema de ouvidoria e informações do GDF”, informa o advogado Francisco Pinho. Toda vez que o proprietário desejar realizar qualquer acréscimo ou supressão de área do imóvel em relação à planta original deverá solicitar um alvará de aprovação de reforma na Administração Regional, mediante a apresentação de um projeto que observe as regras relativas ao respectivo zoneamento, feito por um arquiteto que será o responsável pela obra. “Só após a concessão do alvará é que a obra poderá ser realizada. É preciso também cuidar do canteiro de obras. Não é permitido obstruir a passagem de pedestres nas calçadas”, reforça Francisco Pinho. Quanto à mudança em calçadas, é importante que o morador tenha também a autorização da Administração, uma vez que as características urbanísticas da cidade devem ser respeitadas. “No aluguel, é necessário buscar autorização com o proprietário do imóvel. Caso seja um edifício de apartamentos, além do proprietário, autorização do condomínio, nos termos do regimento interno. Em todas as situações, deve-se buscar a obtenção de um alvará para poder construir, emitido pela Administração Regional”, observa a advogada Mônica Castro. Poda ou remoção de árvores? No caso do Distrito Federal a solicitação deve ser feita à Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), mais especificamente ao Departamento de Parques e Jardins (DPJ). “Árvores tombadas também precisam de autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em área particular precisa de autorização da Novacap. Existe uma compensação ambiental pela quantidade de árvores, em que a Nocavap faz a estimativa de valores e espécies a serem plantadas”, explica a advogada Mônica Castro. Nos casos de impossibilidade técnica de transplantação para outro local (transplantio), deverão ser adotadas medidas de compensação de cada espécimen (exemplar ou amostra de qualquer material ou ser vivo), suprimido, mediante plantio de mudas nativas em local a ser determinado pela Novacap. “A erradicação de um espécimen nativo acarretará o plantio de 30 mudas de espécies nativas. A erradicação de um espécimen exótico acarretará o plantio de dez mudas de espécies nativas. Os custos de replantio serão estabelecidos pela Novacap, que recolherá as importâncias arbitradas à sua tesouraria”, exemplifica a advogada Mônica Castro. A remoção e a poda de árvores na parte externa do imóvel será de responsabilidade da Administração Regional, e o pedido pode ser feito pelo telefone 156. “Só nos casos de manutenção e segurança, não é cobrada taxa, mas, nas demais sim”, informa Pinho. Alterar a estrutura interna ou externa do imóvel, só com autorização por escrito do proprietário do imóvel. Por: TATIANE ALVES Fonte: Jornal Coletivo

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

“O mercado imobiliário é como um trem-fantasma”

Em entrevista à Dinheiro, Claudio Bernardes afirma incorporadores estão angustiados com fatores como as incertezas da economia e a insegurança jurídica do setor

Claudio Bernardes, presidente do Secovi SP: "a cada curva, os incorporadores levam um susto no Brasil"

Assim como as montadoras, as incorporadoras não levarão boas lembranças de 2014. Até julho, a venda de imóveis novos acumula uma queda de 49% na cidade de São Paulo – o maior mercado do País. Para Cláudio Bernardes, presidente do Secovi-SP, que representa as empresas do setor, este é um sinal de que os mecanismos que estimularam as vendas, nos últimos anos, se esgotaram. “Chegamos ao limite”, afirma. Para Bernardes, atuar no mercado imobiliário brasileiro, atualmente, é como andar em um trem-fantasma: “a cada curva, você leva um susto”. Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista à Dinheiro:

DINHEIRO – Até julho, a cidade de São Paulo registrou queda de 49% nas vendas de imóveis novos, e de 21% no volume de lançamentos. Como o senhor avalia o ano, até agora?
CLÁUDIO BERNARDES - Nós já sabíamos que este seria um ano mais complicado por vários motivos: o Carnaval tardio, as eleições, a Copa do Mundo. O que nós não previmos era uma queda mais acentuada da economia, como aconteceu. Isso, obviamente, impactou negativamente o mercado. Sofremos quedas maiores às que imaginávamos que pudessem ocorrer.

DINHEIRO – Qual é o principal argumento dos clientes, hoje, para não fechar a compra do imóvel?
BERNARDES - É a insegurança com o seu emprego. É o ponto que está pegando mais. Ninguém sabe direito o que vai acontecer. Essa insegurança adia a compra. Isso também adia um pouco o investimento. O empresário se recente de algumas questões. Os investidores estrangeiros, por exemplo, que participam de empreendimentos no Brasil, ficam muito apreensivos com essas questões e põem o pé no freio nos lançamentos. Por outro lado, os lançamentos que foram retardados, em função de Copa do Mundo, tendem a se recuperar um pouco nesse segundo semestre. Os dados preliminares de agosto já revelam que houve uma melhora, mas não temos uma esperança de que essa retomada venha a recuperar as perdas do primeiro semestre.

DINHEIRO – Essa melhora é suficiente para rever a projeção de 25% de queda nas vendas de imóveis novos, neste ano?
BERNARDES - Talvez fique em torno de 25% mesmo. Entre 20% e 25% de queda

DINHEIRO – O Fipezap mostra que o preço dos imóveis está desacelerando. No acumulado até agosto, a alta é de 4,8%, apenas 0,8 ponto percentual acima da inflação...
BERNARDES - Trata-se de uma redução no ritmo de aumento...

DINHEIRO – Não vai haver queda de preços?
BERNARDES - Dentro destas condições macroeconômicas, o espaço para o aumento de preços não existe hoje. O preço tem algumas componentes básicas: os custos; o equilíbrio de oferta e demanda; e a capacidade de pagamento do cliente. Isto é um tripé. E, hoje, nós estamos batendo na capacidade de pagamento. Estamos chegando ao limite. Esse é um fato. Muita gente me pergunta como os preços subiram em ritmo superior ao do aumento da capacidade de pagamento. A questão é que houve mecanismos que possibilitaram que os preços subissem. O preço aumentou, porque os custos e a demanda subiram. E como você resolver o outro ponto, que é a capacidade de pagamento? Foram desenvolvidos mecanismos para adequar essa capacidade à mesma renda. Como? Diminuindo a taxa de juros, aumentando prazos... uma série de mecanismos. Agora, nós esgotamos esses mecanismos que fizeram com que o mercado pudesse se adequar à capacidade de pagamento.

DINHEIRO – O senhor já afirmou que é preciso haver condições para voltar a confiar no Brasil, e que é preciso recolocar o País nos trilhos. Quais são os elementos que corroeram essa confiança? Onde estão os trilhos?
BERNARDES - A confiança é corroída, à medida que você vê desgoverno. Que você vê a corrupção correndo solta. Você vê insegurança jurídica na operação das nossas empresas. É uma série enorme de fatores que vão levando a um ponto em que os empresários desistem. Aí, param de gerar empregos e riquezas no País. Você vê pessoas que têm uma capacidade enorme para criar um monte de empregos dizendo que não vão continuar. Isso é muito triste. O Brasil precisa voltar aos trilhos em todas essas questões. Como é que se faz isso? Não tem uma fórmula mágica. Se estamos nessa situação, é fruto também um pouco da própria cultura e da história da população. O Tiririca é o candidato a deputado federal com mais intenções de voto em São Paulo, um estado que é protagonista no desenvolvimento do Brasil. Precisamos perguntar o que nós queremos do País. Precisamos de alguém com visão para investir pesadamente em educação. Não temos alternativa.

DINHEIRO – O senhor concorda com o presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, de que só louco investe no Brasil hoje?
BERNARDES - Nós almoçamos juntos, outro dia, e tivemos essa conversa. Eu cheguei à conclusão de que ele não está nem certo, nem errado. Acho que ele forçou um pouco a tinta, mas o risco que você corre aqui é muito alto. Quando empresários estrangeiros veem o que acontece aqui, dizem que as dificuldades não compensam o retorno de se investir aqui. Eles preferem investir em outros lugares, onde ganham menos, mas têm mais sossego. O mercado imobiliário é como um trem-fantasma: a cada curva, você leva um susto. Estamos acostumados, porque vivemos aqui. Mas, os estrangeiros questionam, e só podemos responder: realmente, não é normal, mas é o que temos aqui.

DINHEIRO – O Secovi trabalha com cenário de ajustes macroeconômicos em 2015? Há muita polêmica sobre se teremos crise ou não no ano que vem.
BERNARDES - O Brasil não escapa de um ajuste em 2015. Muito se tem feito. Acho que o Brasil passou por um momento de bonança econômica. O mundo estava em crise e nós estávamos bem. A Receita Federal bateu recordes de arrecadação. Mas o governo também bateu recordes de gastos. Se a gente não fizer um ajuste nas contas públicas, não tem saída. O ajuste vai ter que ser feito. O preço não é barato, mas é muito mais barato cortar na carne do governo, do que cortar na da população. É muito mais barato acabar com o desperdício nas contas públicas, do que parar de operar a Santa Casa de São Paulo, por exemplo. Agora, isso terá reflexos, num primeiro momento. Eu acho que, se tivermos um governo com vontade de resolver nosso problema, teremos um 2015 difícil.

DINHEIRO – Nesse cenário, como o mercado imobiliário pode se proteger?
BERNARDES - Não é só o mercado imobiliário, mas a economia toda está com o mesmo problema. Aí, vem a questão complicada tomar decisões. Cortar investimentos implica reduzir os empregos, interromper o desenvolvimento tecnológico, etc. No nosso caso, esse é um problema sério. Como o setor pode, por exemplo, contribuir para reduzir o preço dos imóveis? Podemos mexer bastante nos custos. Principalmente na faixa de baixo padrão, que é onde está a maior demanda, precisa de inovação tecnológica. Só se consegue investir em tecnologia, se puder amortizar esse investimento. Mas você pega, por exemplo, o pessoal que investiu em novas tecnologias para o Minha Casa, Minha Vida. E agora? Vai mudar o governo? O programa vai continuar? O que eles fazem com esse investimento? Aí, ninguém investe, porque não tem certeza. Se você não investe, não consegue diminuir o custo. Aí, as pessoas não conseguem comprar. Precisa aumentar o subsídio. Custa mais para o governo. Vira uma espiral sem fim.

DINHEIRO – Como o senhor avalia o Minha Casa, Minha Vida?
BERNARDES - Com todos os problemas que ele possa ter tido, é um programa extremamente importante. Estamos resgatando uma dívida social extremamente complicada. Quem não tem casa não tem uma série de outras coisas. Começa pela educação, saúde, autoestima. Não dá. Tem que ter casa e tem que ter subsídio. A gente subsidia estrada. Tem que subsidiar moradia. Na faixa de zero a três salários mínimos, a pessoa não tem como pagar por um imóvel. E quem tem que pagar isso é todo mundo. Não adianta a gente não querer dividir essa conta, porque se for dessa forma, vai se pagar de outro: com assaltos, violência, criminalidade. Não tem saída. Nós temos que fazer isso. Nessa área habitacional, a gente está no caminho certo. Há uma série de ajustes que precisam ser feitos, mas acho que isso faz parte da volta aos trilhos.

DINHEIRO – As 350 mil unidades novas que o governo anunciou para o Minha Casa, Minha Vida são suficientes?
BERNARDES - É um paliativo. São suficientes apenas para que se garanta um processo de transição. Se não houver isso, as empresas serão obrigadas a parar tudo, despedir todo mundo. Desmontar o esquema de produção. Essas 350 mil unidades servem para não interromper o processo, até que o novo governo tome pé da situação e veja o que vai fazer. Agora, um percentual grande das unidades está alocado em regiões metropolitanas, onde o programa não funciona, devido aos limites de financiamento. Depende do aporte, por exemplo, do Casa Paulista [programa do governo estadual], aqui em São Paulo. Então, é preciso cada vez mais que o estado faça aportes para que o programa saia.

DINHEIRO – Quais são os principais pontos do documento que o Secovi encaminhou aos candidatos à Presidência?
BERNARDES - Fizemos um diagnóstico de todos os setores. Tudo é complicado, mas, talvez, a produção seja a etapa da cadeia da construção que apresente os problemas mais urgentes. Se você pega, por exemplo, a parte de loteamento, licenciamento, incorporação... é onde estão os maiores gargalos.

DINHEIRO – Com relação à insegurança jurídica, um dos principais pontos era a alienação fiduciária, que já foi resolvido. Onde está a insegurança jurídica, atualmente?
BERNARDES - Ela está espalhada por muitos pontos da operação. Um exemplo aconteceu em Campinas [SP], há dois anos. Quando as empresas começaram a sair de São Paulo, muitas foram para lá. Então, você encontra um terreno bom, estuda as características, vê a legislação, compra o terreno, e faz o projeto. Aprova na prefeitura, conforme a lei vigente. Lança no mercado. Vende. Começa a construção. Aí, vem um promotor público e diz que não pode. Que a lei que está em vigor há 12 anos não vale. Que ela foi proposta há 12 anos pelo Legislativo, mas deveria ser proposta pelo Executivo e, portanto, não é válida. Ele entra com uma ação para demolir os prédios. O processo já está no Supremo Tribunal Federal. Aí, eu pergunto: que segurança tem o empresário para investir, se não tem certeza se uma lei vale? Essa lei está em vigor, mas eu cumpro ou não cumpro? Isso é o limite da insegurança jurídica que vivemos no País. Isso tem acontecido também em legislação ambiental. Como você explica? Não tem explicação. Simplesmente, não dá.

DINHEIRO – Como o setor está lidando com os imóveis estocados? Há uma estimativa de que as maiores incorporadoras têm R$ 29 bilhões em estoques de imóveis prontos.
BERNARDES - O estoque médio, na cidade de São Paulo, é de 18 mil unidades. É um estoque confortável, para regular o mercado. Esse estoque está com uma tendência de aumentar um pouquinho, mas não passou muito dos 19 mil.

DINHEIRO – Em todo o caso, as incorporadoras estão fazendo promoções, campanhas...
BERNARDES - São dois estoques diferentes. Estou falando de um estoque que é reposto. Vendeu um, entrou outro. Esse estoque das promoções é um pouco diferente. Trata-se de unidades remanescentes nos empreendimentos. Umas unidades em um prédio ou outro. Depois que sai do período de lançamento, a velocidade de venda dessas unidades é muito menor. A empresa vai levar mais tempo para vender, mas precisa cuidar do imóvel, pagar condomínio, administrar. O que as incorporadoras preferem fazer? Calcular quanto isso custaria até vender pelo preço de tabela, fazer um desconto no preço à vista e tirar do estoque.

DINHEIRO – Mas isso passa, para o mercado, um sinal de que o setor está perdendo o ritmo de vendas.
BERNARDES - Sim, passa esse sinal. Essa abordagem de marketing não é a melhor. A propaganda oferece descontos a partir de 40%. Aí, o cliente vai conferir e vê que só tem uma unidade nessas condições. Mas a imagem é a que fica. Isso é a batalha do mercado. Todos os empresários do setor admitem que essa prática não é boa, mas que precisam vender. Então, se um faz promoção e dá desconto, o outro tem de fazer para não ficar para trás. Isso não passa uma imagem da realidade. Passa uma ideia até de que o preço vai cair, e isso não é bom para o mercado. Se você for a um estande, no lançamento, você vai ver que o preço dos imóveis não caiu 40%.

Fonte: Isto é Dinheiro

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

É possível usar o FGTS para pagar o imóvel de outra pessoa?

É possível utilizar o FGTS do cônjuge para abater as parcelas do financiamento do imóvelcomprado pelo proprietário quando era solteiro? Caso seja permitido, o direito vale para relações enquadradas como união estável ou relacionamentos que tenham gerado um filho? 

Para usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é necessário ser proprietário do imóvel, ou seja, o nome do dono da unidade deve constar na matrícula da casa ou apartamento.

O comprador poderá usar o benefício do cônjuge para amortizar as prestações do financiamento somente se registrar ocasamento no cartório e declarar que parte do imóvel pertence ao parceiro ao incluir seu nome na matrícula da unidade. 

Mas isso somente será possível caso o cônjuge já não tenha outro imóvel em seu nome.

Fonte :Exame.com

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

7 coisas que você deve fazer antes de abrir uma casa para visitação

É importante que sejam tomadas várias providências para preparar o local antes de disponibilizá-lo para as visitações. Veja no post de hoje o que você pode fazer no apartamento ou casa para deixá-lo mais atraente antes de levar os seus clientes até lá. Confira:

Limpe bem os ambientes

O imóvel pode ser excelente e satisfazer todas as necessidades do cliente, mas se os aposentos estiverem sujos e bagunçados, ele será pouco encantador. A sensação que a pessoa vai sentir dentro do lugar é um importante fator positivo de venda. E existem clientes que são bastante minuciosos durante a visita ao local. Portanto, o proprietário do imóvel deve dar especial atenção até aos locais de difícil acesso, como os espaços entre os armários e a parede, as lacunas entre o fogão e a geladeira ou os trechos debaixo de pias e móveis, por exemplo.

Dê atenção à parte externa da casa

A entrada e a parte externa do imóvel são como se fossem o cartão de visitas do lugar. Assim, o proprietário não pode deixar de fazer as reformas necessárias nessas partes e arrumar tudo inclusive jardins, canteiros e calçadas.

Conserte e pinte as paredes

É válido que os moradores pintem as paredes do imóvel a cada cinco anos, não só como forma de manutenção, mas também como um importante recurso estético. Arranhões, buracos, marcas de gordura ou fissuras devem ser resolvidos desde já, deixando o local mais atrativo e com cara de novo. Isso vai promover uma boa impressão nos interessados.

Arrume os pisos

É a mesma ideia das paredes: a casa ou apartamento deve transmitir o efeito de ser prazeroso de ser habitado. Portanto, os pisos e revestimentos do chão devem ser reparados, no caso de haver rachaduras ou desgaste pelo uso. Se houver tapetes no local, mantenha-os igualmente bem asseados e sem poeira.

Abra espaços para incidir luz natural

Procure os recintos onde a incidência de luz solar seja maior e mantenha janelas, persianas e cortinas abertas a fim de deixar os ambientes mais iluminados. A luz natural, além de clarear com maior beleza os compartimentos da residência, dá a impressão de mais vivacidade ao lar. Os espaços, portanto, ficarão mais convidativos para o visitante.

Recoloque luminárias, ferragens e instrumentos de uso diário

A iluminação artificial também é importante, tanto para reforçar a claridade dos ambientes que a luz natural promove, quanto para evidenciar os pontos de luz que a infraestrutura do lugar oferece. Desse modo, em vez de retirar as lâmpadas dos recintos, como muitos fazem, é certo incentivar a iluminação dos ambientes. Ainda é conveniente dialogar com o dono do imóvel para que substitua as peças desgastadas, enferrujadas e quebradas, como as torneiras, bocais de lâmpada, puxadores de portas e instalações sanitárias, por exemplo.
Quem for se mudar para a nova moradia pode até trocar depois que estiver no local, mas, a princípio, será uma preocupação a menos para se fazer logo após a mudança.

Cuide dos banheiros e da cozinha

Muita gente não dá a atenção devida aos compartimentos que seriam considerados de menor circulação do imóvel, como área de serviços, banheiros e cozinha. Mas o aproveitamento de tais áreas varia muito de acordo com o perfil da pessoa interessada em alugar ou comprar a residência.
Um rapaz solteiro, em início de carreira, pode ficar boa parte do tempo fora de casa e se alimentar na rua, mas uma família com criança pequena pode utilizar bastante todas essas dependências. Portanto, vale a pena agregar valor ao imóvel reformando esses espaços, de maneira a oferecer mais praticidade para a rotina das pessoas.
Colocando nossas recomendações em prática, com certeza, os imóveis vão ser vendidos ou alugados com muito mais rapidez.
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Fonte: Blog Bem Direto

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

9 documentos indispensáveis para a compra de um imóvel

É essencial tomar alguns cuidados na hora de adquirir um imóvel usado, sobretudo verificar os documentos que sejam do próprio bem e de seu vendedor. Isso vai garantir que não existem impedimentos para o trâmite, e que o comprador não tenha que arcar mais tarde com dívidas e problemas legais do imóvel.
Contract looks good!
Se o agente imobiliário souber quais são esses documentos, vai poder prestar um ótimo serviço ao seu cliente, e se diferenciar muito mais no mercado. Veja a seguir alguns documentos que são indispensáveis em uma negociação imobiliária!

Número do RG do vendedor

CPF do vendedor
Junto com o RG, esta é uma documentação básica para identificação da pessoa.

Certidão de casamento ou união estável com regime de bens, se houver

O cônjuge ou companheiro do vendedor precisa se exprimir sobre o trâmite imobiliário, ainda que o imóvel seja de propriedade exclusiva do vendedor, valendo dizer que, se o bem for de ambos, a documentação dos dois deverá ser apresentada. Essa precaução é importante, pois o casal pode estar se divorciando e haver litígio em relação ao imóvel.

Certidões negativas

Estes são documentos que comprovam que o vendedor não traz dívidas que o impediria de se desfazer do imóvel, como questões de ordem trabalhista ou tributária, por exemplo. As mais importantes são: de protestos (conseguidas em cartórios); de ações trabalhistas (adquirida no portal do Tribunal Superior do Trabalho); de ações cíveis e criminais e de quitação de tributos federais (obtidas no portal da Justiça Federal); de execuções fiscais estadual e municipal (colhidas nos sites das respectivas Secretarias de Fazenda); e de interdição, tutela e curatela (obtida em cartórios de registro civil das pessoas naturais e de interdições e tutelas). Vale dizer que, se o vendedor não tiver dívidas, ele não precisa comprovar renda, emprego ou patrimônio complementar.

Matrícula atualizada com certidão de ônus reais

Esta medida visa constatar se o imóvel está livre de afetação por uma ação judicial ou outro tipo de ônus, de forma que será possível ver o histórico completo da propriedade, constando as alterações feitas e as alienações passadas.

Certidão de situação fiscal

Mostra se o imóvel traz dívidas municipais, como parcelas não quitadas de IPTU. É obtida na Prefeitura ou, em algumas cidades, pela internet.

Certidão negativa de débitos condominiais

Documento que deve ser solicitado ao síndico ou à administração para os imóveis que sejam unidades autônomas em um condomínio. Este documento assegura que não existem taxas de condomínio não pagas pelo proprietário.

Habite-se

Documento que atesta que o imóvel encontra-se em situação habitável. O “Habite-se” não é um documento indispensável para a realização da compra, mas vai abonar onde o comprador está investindo seu dinheiro. É emitido pela Prefeitura.

Certidão enfitêutica

Emitida no caso de imóveis foreiros, ou seja, que são de propriedade da União, do município ou de entidades privadas como a Igreja Católica. O adquirente só tem direito à posse ou direito de uso, mas não a propriedade. A certidão enfitêutica comprova que tais imóveis estão em dia com suas obrigações gerais, e deve ser retirado no Serviço do Patrimônio da União (SPU) ou na Prefeitura local.
Saber mais acerca dos documentos necessários para cumprir o trâmite de compra e venda dos imóveis significa oferecer mais profissionalismo, competência e confiança para os clientes. Se você quer orientar seu público da melhor maneira possível, confira com ele todo o rol de itens acima listado. E você, como você tem surpreendido seus clientes ultimamente?
Fonte: Blog Bem Direto
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

DRYWALL x ALVENARIA

DRYWALL x ALVENARIA
Qual o mais indicado para dividir ambientes?

Listamos alguns critérios essenciais a serem avaliados na hora de construir divisórias, seja de uma construção nova ou em uma reforma. Dificuldades na mudança, resistência dos materiais, preços, processo de instalação, diferença de estética e o isolamento acústico estão entre os itens avaliados.

Uma prática muito adotada na Europa e nos Estados Unidos e que cresce cada vez mais no Brasil é a utilização de paredes de drywall. Só no ano passado as vendas somaram 44 milhões de m² de chapas de gesso, um crescimento de 12% em relação a 2011, segundo a Associação Brasileira do Drywall.

O sistema é uma edificação de paredes de gesso que são mais leves e com espessuras menores do que as das tradicionais paredes de alvenaria. O material tem lá suas vantagens, como fácil montagem, rapidez e praticidade de instalação. Por outro lado, as paredes de dry wall são exclusivas para ambientes internos, exigem maior atenção para garantir uma boa resistência e necessitam de planejamento especial para o caso de serem utilizadas para pendurar objetos mais pesados.

Dagoberto de Araujo, técnico especializado da Doutor Resolve, preparou uma tabela esclarecimento de dúvidas:

Mudanças no ambiente:
Alvenarias convencionais: permitem que o proprietário decida, sem planejamento prévio, pregar um quadro na parede ou acrescentar prateleiras, por exemplo. Ele pode perfurar a parede quantas vezes julgar necessário sem esforço ou problemas maiores.
Porém, paredes de alvenaria são muito mais complicadas caso a decisão seja de uma mudança maior, como alterar a disposição do ambiente tirando ou trocando divisórias de lugar. Nesse caso, ocorrerá todo um processo de reforma, que irá gastar mais tempo e dinheiro, assim como na construção inicial.

Dry wall: funciona de forma totalmente oposta à alvenaria. Aqui, pendurar objetos mais pesados exige um planejamento anterior ao inicio da montagem, e mesmo para perfurações mais leves, são necessárias brocas específicas e buchas para ocos. Em casos extremos, a estrutura deverá ser desmontada e remontada.
Por outro lado, dry wall é muito mais fácil de ser montado e desmontado com relação à alvenaria, o que permite inovar na disposição das instalações com mais facilidade.


Resistência:
Paredes de alvenariacomo se sabe, são muito resistentes. É possível aderir quaisquer eletrônicos à estrutura, embutir móveis e peças na parede, etc. O próprio cimento já é suficiente para suportar esse tipo de peso. Qualquer objeto com mais de 10kg for pendurado exige um reforço interno, e a partir de 18kg o reforço necessita de placas de aço. Tomando as providências corretas, com a quantidade de suporte/reforço indicada pelo profissional, paredes de drywall conseguem suportar até mesmo redes para descanso.

Preço: O custo se torna equivalente. Os materiais aqui são mais caros e demandam mais tempo de instalação. Além disso, há o custo de desperdício de materiais, que chega a ser de 30% contra 5% do drywall. O custo se torna equivalente. O que encarece o serviço é a necessidade de mão de obra especializada e os acessórios a serem comprados que serão utilizados futuramente, tais como porcas, placas de aço, entre outros.

Instalações: Paredes de alvenaria demoram semanas para serem erguidas, chegam a levar quatro vezes mais tempo do que o drywall. Isso por conta das diversas etapas: primeiro assentar os tijolos (ou blocos de concreto) com argamassa, depois chapiscar, receber o reboco e por fim fazer o acabamento. Lembrando que a cada etapa deve-se fazer um intervalo para que o material seque. Em aproximadamente dois dias, dois profissionais conseguem instalar cerca de 30 m² de drywall, sendo que o segundo dia ficaria apenas para que as placas de gesso sequem totalmente para receberem acabamento.

A leveza das placas também ajuda, elas pesam cerca de 22kg por metro quadrado contra 120kg da alvenaria. Além disso, também podem ser instaladas independentemente de vigas, o que reduz em mais 10% os gastos.

Estética: Não há diferença entre um e outro. Não há diferença entre um e outro.

Isolamento acústico: A alvenaria é amplamente conhecida pela sua capacidade de isolamento de barulhos. Dificilmente algum material desse tipo de construção irá falhar com relação a isso. Uma parede com uma chapa de drywall de cada lado do perfil metálico tem isolamento de 38 decibéis (igual ao de uma de tijolo), mas sempre haverá o “toc toc” característico do gesso. Para melhorá-lo, é preciso instalar na parte interna uma lã mineral entre as placas.

“Naturalmente qualquer uma das escolhas exige a contratação de profissionais qualificados para a execução” explica Dagoberto. “O proprietário que não tiver experiência e ainda preferir arriscar, pode afetar a qualidade do trabalho, gerar mais custos do que o necessário e ainda não atingir o resultado esperado.” Finaliza o especialista.

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